Entrevista com Edmar Mendonza - COPASTUR


Fotografia: Emerson Souza Panrotas


1. Como tem sido o impacto para o setor de viagens corporativas durante esta pandemia? De que maneira o setor tem se comportado ao longo deste último ano?


O setor de turismo no geral, foi um que acabou sendo diretamente impactado durante a pandemia, porém, ao contrário do que parece num primeiro momento, existem muitos setores que dependem muito de seus colaboradores estarem presencialmente em suas operações e desta forma existem alguns segmentos que até cresceram durante a pandemia, seja por protocolos de quarentena, seja por volume de negócios gerados.

O setor teve um movimento muito grande em criar e garantir os protocolos de higiene e segurança para os viajantes. Além disso, como em vários outros setores, a adoção de novas tecnologias foi muito acelerada. Temos isso muito claro, em alguns exemplos como: processos de check-in das companhias aéreas, processo de retirada de uma locação de carro e uso dos serviços de hotelaria.

Em outras crises, como em 11 de setembro, o setor se ajustou e deixou muitos legados em termos de segurança, desta vez acredito que vamos ter um legado gigante em termos de protocolos de higiene e adoção de tecnologias.


2. Quais são hoje as vantagens de uma empresa ao delegar a gestão de suas passagens, hospedagens e serviços relacionados para plataformas de parceiros?


Acredito que tem muitas vantagens, a gestão de mobilidade através de uma empresa como a Copastur traz uma grande economia nas compras dos serviços em si, além de um ganho em processos e na segurança dos viajantes.

Dentre os vários serviços que prestamos, podemos destacar a atualização em tempo real ao viajante do que está acontecendo em sua viagem e do lugar que ele está através do nosso aplicativo On the Go. Temos também os nossos serviços de garantia de menor tarifa e o portal Travel Hub que centraliza todas as informações necessárias para o viajante e para os gestores das empresas, inclusive integrando com os principais ERPs do mercado.

3. Que tendências de curto e médio prazo vocês enxergam para o setor e como as organizações podem utilizar a seu favor o panorama do mercado?


Uma tendência geral que não podemos negar é o uso de tecnologias de comunicação muito mais eficazes. Isso permitirá que as empresas voltem com um modelo bem mais flexível de trabalho em termos de home office.

Num primeiro momento tendemos a pensar que isso faria o volume de viagens diminuir, porém, o que temos visto é que os times remotos necessitam se encontrar algumas vezes por ano, e com esta mudança com as áreas que não tinham esta demanda passarão a ter uma mobilidade expressiva.

A outra tendência cada vez mais real, é o passaporte biológico ou aplicativos de gerenciamento de credenciais de saúde como o IATA Travel Pass que já está sendo utilizado para garantir a entrada de viajantes já vacinados ou testados com a covid em diversos países.





4. Quais são os protocolos mais frequentes para viagens corporativas e onde muitas vezes as organizações não têm dado a devida atenção?


Hoje em dia obviamente são os protocolos sanitários dos locais por onde passam os seus viajantes, já ficou claro que sem uma gestão das informações por uma empresa como a Copastur, isto se torna inviável. Como exemplo, podemos pensar em informações de como são servidas as refeições, como são feitas as higienizações dos ambientes, como é o processo de lavanderias, qual a velocidade do WIFI, como é feita a retirada de carros locados, dentre outros.

Durante a pandemia ficou muito claro que o barato pode sair muito caro para as empresas, e acredito que daqui para frente, serão valorizados muito mais o bem estar e segurança do viajante do que efetivamente o custo da viagem. Um outro exemplo, são os seguros viagem e suas coberturas que antes eram algo secundário na análise do custo da viagem, e hoje se tornou um ponto crítico na tomada de decisão.


5. Uma palavra positiva: que recado você deixa para as organizações no que se refere à mobilidade no futuro e como enxergam o “novo normal” que se desenha?


A palavra positiva é que o segmento de turismo e mobilidade já se adequou com todos os protocolos necessários e hoje se tornou muito mais seguro viajar, portanto estamos todos prontos para a retomada que logo virá. Acredito também, que todos entenderam neste tempo de pandemia, que somos seres humanos e temos uma necessidade crucial, que é a do contato físico, para assim termos uma vida mais equilibrada.




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