Entrevista com Paulo Serra

Atualizado: Mar 8

A saúde e sua gestão

Paulo Serra Diretor de Inovação - COGESC


Que informações gestores de saúde em geral têm buscado para desenvolver melhor os seus trabalhos?


De forma ampla, profissionais têm buscado por informações que permitam a eles promover saúde de sua população e, ao mesmo tempo, um melhor controle na utilização dos planos de saúde corporativos. Neste segundo ponto, não falo aqui exclusivamente de co-participação – embora a prática seja sim comum e tenha várias formas de ser implementada – mas sim de criar ações que promovam um uso mais racional dos planos pelos seus colaboradores.


Mostrar a eles, por exemplo, como determinados usos tornam o sistema menos eficiente e mais oneroso é possível de ser feito por meio de ações de comunicação interna que, ao mesmo tempo, atuem de forma a promover saúde ocupacional via medicina preventiva. Une-se o útil ao agradável aqui, mostrando a preocupação da empresa com a saúde de seus colaboradores e que ações eles podem tomar para – literalmente – fazerem sua parte nesse contexto.


Outra tendência é o uso de dados e BI para atuar de forma preditiva em diversos pontos. Conhecer a fundo sua população, suas características, predisposições e perfis de uso são ações que tiram a subjetividade e permitem a tomada de decisões mais assertivas – e essa é uma prática que gestores têm buscado promover em seus negócios.


De que maneira a COGESC tem atuado para promover a disseminação de conhecimentos no mercado da saúde corporativa?


Ao longo de 2020 – e agora em 2021 – temos organizado uma série de encontros online para manter a “comunidade cogesc” engajada com o que de mais atual tem sido aplicado pelo mercado. Mais do que lives, temos organizado verdadeiras oportunidades de imersão em tópicos relevantes para o mercado, sempre primando pela interação e oportunidade de que os participantes possam provocar e estar próximos dos especialistas que contribuem com o seu conhecimento nestes projetos.


Sabemos o tamanho do desafio que gestores de saúde tem enfrentado, seja qual for o seu ramo de atuação, no atual contexto em que nos encontramos. Provavelmente gestoras e gestores da área nunca foram tão exigidos e desafiados, e temos tentado estar próximos deles compartilhando informações em primeira mão, direto da fonte, e trazida por seus pares. Mais do que falar de tendências e panoramas – o que também fazemos – temos tentado de nosso lado ser mais assertivos e oferecer conhecimento relacionado ao enfrentamento de seus reais e atuais desafios no setor.


Quais ações profissionais precisam colocar em prática para tirar o máximo destes encontros?


Especialistas em aprendizagem organizacional falam que um dos principais desafios para a disseminação de conhecimento nas organizações e da criação de uma cultura de aprendizado reside na falta de prioridade que aprender tem recebido no dia a dia de muitos profissionais. Sabemos o quanto todos estão e são ocupados e como é difícil obter o tempo para aprimorar-se, mas é preciso que isso ganhe foco na agenda de profissionais das mais diversas hierarquias.


O que quero dizer, de forma bem objetiva, é que para tirar o máximo deste tipo de encontro, é preciso antes de tudo estar lá. O contexto online trouxe dinamismo para disseminação de conteúdo mas, ao mesmo tempo, menos comprometimento em marcar presença nestes encontros – o que é natural e compreensível, mas requer de nós a mobilização para ser mudado.

Para além disso, claro, preparar-se para participar destes encontros requer um pouco de reflexão, tendo de forma bem objetiva quais os pontos que temos que abstrair deles e que representam maior desafio – e igualmente maior possibilidade de ganho – em nosso dia a dia. Ingressar em um encontro com esse foco requer de nós um exercício que é natural, mas nem sempre recorrente, de olhar como estamos, medir o que precisamos melhorar e nos dar assertividade sobre que desafios desejamos “atacar”.


Com base nestes projetos, que tendências tem percebido no mercado?


Percebemos um interesse genuíno dos gestores de reverem seus modelos de gestão, buscando trabalhar cada vez mais com modelos flexíveis e com parceiros que os alimentem com informações de qualidade e, idealmente, em tempo real. Este último caso tem sido algo muito procurado por gestores por permitir análises preditivas de suas carteiras e sobre como atuar, ao gerenciar os algoritmos certos, de forma individualizada e eficaz com seus colaboradores e dependentes.


Um outro olhar é o foco nos grandes ofensores. Pelo impacto que geram, ações assertivas e bem estruturadas para reduzir estes eventos e sinistralidade têm sido um dos focos de atuação de muitos gestores. De olho nisso é que teremos um encontro em Abril 100% dedicados a cobrir este assunto – e em março e em maio projetos ligados a Engajamento das Populações e Medicina Preventiva – respectivamente. Estes encontros online são gratuitos para nossas comunidades e quero aproveitar esta oportunidade para reiterar – também – nosso convite à sua participação neles.



21 visualizações0 comentário